As pontes e os arco-íris são mais ou menos a mesma coisa… Através de umas passamos rios e os outros atravessam os céus. No tempo da Deusa faziam-se as pontes de Avalon com terra sagrada. Antes, noutro sítio, os Xamãs consagravam Pachamama enquanto os hindus já adoravam a trindade védica há mais de mil anos.
A sacralidade da travessia foi-se perdendo na mesma medida em que o mundo acelerou, perdeu-se o contacto com a Mãe e o Patriarcado tomou, à força, um lugar que não era seu.
Houve o apogeu masculino e a sede pela conquista e pela competição levou a que se escondessem sob outros nomes os magos, as curandeiras e os sábios ancestrais.
A mulher foi mantida em cativeiro para que a sua força não assustasse o masculino que reivindicava a Religião, o Materialismo e a V!ril!dade.
Era após Era travaram-se as guerras que haviam para se travar e, de Peixes a Aquário ergueram-se as estruturas necessárias àquele tempo para Agora lhes reconhecermos a necessidade de voltar ao Âmago.
À Essência.
De olhar pelo colectivo, de resgatar o intelectual consciente e reconhecer o espiritual. De honrar o Feminino e o Masculino como parte de um Todo onde, apenas juntos, se encontra o Equilíbrio da Humanidade.
Agora, em pontes barradas de alcatrão, vislumbram-se as deusas de todas as mitologias a descer sobre nós.
Mais uma vez.
Vemos o olhar calmo da Deusa que recebe o Guerreiro da Humanidade e vemos este Deus ajoelhando-se perante a sua Maga para que esta nutra o que a envolve.
Chama a Terra avidamente por aqueles que dormiram séculos e, um dia, se esqueceram dos ancestrais e sobre um renascido ADN faz-se um manifesto de uma nova (e colectiva) Consciência.