Quando falamos de Ansiedade cada vez mais ouvimos pessoas a dizer “a” que sentem, que não sabem bem o que é mas que de vez em quando ficam irritadas, os seus batimentos cardíacos aceleram, ganham medos e um nó na garganta ou no estomâgo que não conseguem combater.

Dizem também que não entendem como, porque não são “pessoas depressivas”, mas têm momentos em que querem fugir do mundo, ficar no escuro ou abraçar alguém com muita força para que aquela sensação agonizante passe. E também dizem que não percebem o que acontece quando, de repente, tudo passa e sem justificação, retornam ao seu estado “normal”.

Ouve-se muito disto nestas alturas do ano. Após o verão até ao início da primavera seguinte, inicia-se um percurso de introspecção do Sentir e do Pensar, quase como um período de recolher obrigatório da mente e das emoções.

O Outono é sempre um período de preparação para recolher, é o período de aceitar que, tal como a meteorologia, os humores flutuam e passam de revigorantes a apáticos e de entusiasmados ou depressivos.

No outono ou está sol ou chove numa rapidez meio chata e está sempre aquele arzinho complicado lá fora que nos faz calçar botas quentes combinadas com manga curta. As flutuações de humor nesta época comportam-se quase da mesma forma, nem que seja pelo facto de voltar a ser difícil lidar com a Mudança… E, mais uma vez, a Mudança para o que não é tão prazeroso.

Em Setembro trocamos as férias pela rotina, em Outubro temos a logística caseira das roupas frescas pelas roupas quentes, em Novembro mudamos a hora de verão para a hora de inverno e, ainda em Dezembro, trocamos o ordenado pelas prendas de Natal. Convenhamos que ver o sol a ir embora mais cedo ao mesmo tempo que o nosso subsídio, enquanto se vestem 7 camisolas às crianças na azáfama de as levar à escola, não deixa ninguém muito entusiasmado.

O tempo pede reclusão mas o quotidiano obriga a seguir sem alteração qualquer no comportamento e, é nestas alturas, que muitos de nós iniciam uma batalha interior – geralmente sem consciência – sobre o que está certo e não está nas nossas vidas. Sobre aquilo que deveria ser diferente. Começamos a olhar para as coisas que deveríamos mudar porque nos sentimos presos, cansados ou desgastados.

E no meio de um turbilhão inconstante de insatisfação, questiona-se se a Vida que se leva traz felicidade ou se se anda apenas em piloto-automático.

Claro que estas formas de olhar para os momentos de dúvidas têm, normalmente, como base crenças de cada um de nós. Por outras palavras, se eu acreditar que vou desmaiar e sentir-me nauseado numa montanha russa, provavelmente escolherei não entrar nela mesmo tendo a chance de me divertir. Se por outro lado, olhar para a montanha russa como um desafio mesmo que tenha tido uma má experiência passada ou apesar de sentir medo, há hipótese de arriscar e criar boas memórias.

E se a Ansiedade pode ser uma montanha russa? Se pode!… Não é a primeira vez que descrevo a Ansiedade como uma montanha russa. Mas tal como começou a defender Aaron Beck na sua teoria cognitiva, a Percepção é a chave para a mudança do resultado.

Podemos ver a Ansiedade como isto assim:

PENSAMENTOS

geram

EMOÇÕES

que geram

IMPULSOS

que geram

SENSAÇÕES FÍSICAS

e potenciam novos

PENSAMENTOS

que potenciam novas

EMOÇÕES

e novos

IMPULSOS

O síndrome de Ansiedade, principalmente nos jovens, tem sido cada vez mais uma crescente. Conhecem-se cada vez mais casos de jovens até aos 30 anos que sentem que as suas vidas não tem um caminho coerente, um propósito, uma Missão. E a constante comparação entre si mesmos nas redes sociais dificulta a mudança de percepção de que “há Vidas melhores que a minha!”.

Millenials e geração Z têm tanto de empreendedores como de insatisfeitos. E se uns conseguem juntar aos mãos destes dois conceitos e fazer gerar daqui grandes resoluções, outros sentem que a sua insatisfação não irá passar disso mesmo… E não é por acaso que em Astrologia se fala das idades dos 27, 28 e 29 como pontes para Mudança. Nós, os jovens de agora, estão a debater-se com a imprevisibilidade de não quererem aquilo que acreditaram querer para as suas vidas!

E assim, trabalhando em empregos nos quais não vêem como verdadeiros, vivendo valores que não são os deles ou assumindo relações onde não amam seguem os seus caminhos duvidando e, então… Gerando doenças em si próprios.

As pessoas valorizam as mesmas coisas de formas diferentes dependendo da forma como as percepcionam. Para ti, a mesma promoção no mesmo trabalho pode ser algo profundamente caótico e desgastante e para o teu colega ser algo maravilhoso porque ele o vê como uma recompensa.

Isto não significa que TU estás errado ou que ELE não sabe do que fala. Significa que tu valorizas coisas diferentes e portanto as percepcionas de outra maneira… Se uma situação onde te sentes enclausurado te gera Ansiedade e incapacidade de gerar Mudança positiva, então convido-te a olhar para essa situação como Tua esquecendo se a Sociedade irá compreender ou não. Tudo não passará da forma como percepcionas: o copo cheio ou o copo vazio.

É por isto que a percepção pode ser profundamente sanadora. Se olhares para a situação em que te encontras resgatando as tuas capacidade cognitivas, conseguirás separar o que é real do que é distorcido – criado pelos teus medos e pelas tuas crenças.

O medo é maravilhoso porque está ali ao nosso lado para nos impedir de cometer loucuras, é verdade. Mas se o próprio medo fica assustado ele mune-se com uma arma que vai disparar em todas as direcções até ter a certeza que estás a tomar atenção.

Por isso, toma atenção! Há inúmeros meios para te auxiliar a viver com a tua Ansiedade em harmonia. As técnicas de meditação, praticar desporto com cadência certa e boas horas de sono são alguns deles. Mas é aconselhado Acompanhamento Terapêutico para que as ferramentas mais orientadas te sejam dadas respeitando aquilo que precisas e procuras.

No meu Instagram ou Facebook podes marcar a tua Consultas de Acompanhamento Terapêutico presencial ou online, ou através do email carolina@carolinalquimia.com

E deixo-te ainda aqui os próximos eventos a decorrer e estás mais que convidad@:

Encontros Astrológicos – Workshops VivenciaisIniciamos esta jornada a 30 de novembro, tendo como convidados “Os 4 Elementos”. Vamos conhecer os elementos de cada signo e perceber o propósito de cada um. Iremos trazer sugestões sobre como integrar, ativar e desenvolver cada elemento em nós e nas nossas vidas. Cada pessoa irá perceber qual o seu elemento mais forte e como pode com essa energia desenvolver e potenciar os outros elementos a desenvolverem-se e a coexistirem em harmonia e equilíbrio.Abordaremos como cada elemento influencia e potencia as várias dimensões do nosso Ser: físico, mental, emocional e espiritual.
Falaremos ainda desta ligação com a natureza e dos princípios alquímicos desta simbologia, olhando para nós como uma parte fundamental da vida lá fora e da natureza que nos mostra a cada instante aquilo de que também somos feitos.

Vê como te inscreveres aqui e tira qualquer dúvida que tenhas connosco ?

Até já,
Carolina